Ressalva #1 a ler esse texto: eu bebo. Mas quando falo isso, não falo como uma pinguça caída na frente do bueiro. Bebo, ponto. Acho que o bar tem todo um quê socializável. Sou dessas que bota fé na terapia de buteco, porque já tive conversas, descobertas e conhecidos incríveis que surgiram justamente daí.
Não estou phD na lei seca, mas sei o mínimo suficiente para achar alguma coisa. A INTENÇÃO da lei é linda, sou super a favor. Mas pára na intenção.
E o problema, a meu ver, não está no álcool e sim no sistema de transportes. Aliás, adoro essa palavra "sistema". Porque no fundo é tudo culpa do "sistema" .
Antes mesmo da lei seca, nós temos um problema de trânsito. E o problema de trânsito só confirma minha teoria: SP tem overdose de tudo.
Eu boto fé de que SE os ônibus fossem diferentes (e falo isso como usuária sofrida) em termos de frota, demanda e horários e SE taxi fosse algo mais acessível, a lei faria mais sentido. O raciocínio seria "vou beber, não vou de carro, porque tenho outras opções confortáveis e acessíveis". Mas não.
Aí você pode até pensar: faz rodízio de quem vai beber.
NAONDJI!
Ou então: bebe em casa.
AINDA NÃO CHEGAMOS NESSE NÍVEL.
Ou seja... puta lei FURADA. Polêmica, mas furada.

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